30 março 2017

TURISMO LAICO RELIGIOSO - SÓ EU TENHO DÚVIDAS?

Turismo Religioso no Brasil é caracterizado apenas para católicos e evangélicos com esse título, só eu tenho dúvidas, enfim Brasil é um país LAICO?

Dessa forma resolvi abrir um questionamento para conhecer um pouco do meu público.
Alem dos lugares sagrados para cada fé, ainda existem os templos, museus, pontos de forças onde podemos sim chamar de Turismo Laico Religioso.


Eu por exemplo cheguei na Paraíba para conhecer as benzedeiras, juremeiros, catimbó, e tantos outros segmentos de fé aqui mesmo dentro do Brasil, essas religiões por exemplo unem o Índio, o Negro e o Europeu. Imagina quanto estamos deixando de ver pelo mundo a fora?

Igreja de Nossa Senhora da Guia Lucena na Paraíba


Temos no Brasil uma infinidade de religiões  (em ordem alfabética) Adventismo, Afro-Brasileiras, Bahá'í, Budismo, Catolicismo, Cristão Ortodoxa, Espiritismo, Hinduísmo, Hoasqueiras, Indígenas, Islamismo, Judaísmo, Mormonismo, Neopaganismo, Protestantismo, Testemunhas de Jeová e os Não religiosos! 
Dessa forma resolvi questionar meu público para saber se existe interesse em conhecer lugares seja no Brasil ou fora do Brasil que possa nos mostrar outras fontes de fé, não somente as conhecidas como título de turismo religioso que sao católicas ou evangélicas.

Se buscarmos o inicio das escrituras sagradas, vamos rumo a Ethiopia, ou algum outro local do Continente Africano; sabia que existe judeus negros na Ethiopia e que a possibilidade da Arca Perdida, que passou a ser conhecida através do Indiana Jones, tem uma imensa probabilidade de residir hoje nesse país? 
Lalibela Ethiopia
Acredito que Místicos, Exotéricos e Umbandistas, Xamanistas, e todas as outras religiões mereçam atenção de igual proporção.
Templo Akshardam Nova Delhi - India
As rodas contemplativas, seja no Yoga, Meditação, Indígena, são na minha opinião templos religiosos tao sagrados quanto os construídos de tijolos; para eles há roteiros específicos, como lugares naturais, bosques, matas, mares, rios, e tantas outras vertentes, como as imersões nas tribos brasileiras, africanas, orientais e outras.
Roda Indígena no Acre
As mesquitas por exemplo na Turquia são templos sagrados lindíssimos que podemos incluir na rota dos Roteiros de Turismo Laico Religioso.
Aya Sofia Istambul Turquia
Muito em moda hoje falar dos Vikings dos países nórdicos, essa é uma igreja na Russia que não tem um único prego na sua construção e é feita 100% de madeira.
Igreja-Knizi-Rússia
Ainda da era Viking, existem os museus onde a história exala em cada canto e a atmosfera nos remete ao tempo auge deles,
Museu Viking - Vikingskipshuset
Museus sao como páginas de livros só que palpáveis, que te faz ir de encontro ao mundo e época de cada civilização, nesse caso Era Viking, também considero monumento e templo referente aos roteiros de Turismo Laico Religioso.
Turismo Laico Religioso tão mais vasto, tão completo, tão mundialmente rico!

29 março 2017

TURISTA OU VIAJANTE?

Quem é você na hora da viagem?

Existe uma diferença básica entre Turista e Viajante. Turista curte self, e esquece da história, Viajante esquece o self e ama a história!
Trabalho com e para Viajantes!  


Ilustração por David Biskup

28 março 2017

MADAGASCAR - SAÍDA 9 DE OUTUBRO

LÊMURES E BAOBÁS DE MADAGASCAR, DE LESTE A OESTE


A Grande Ilha – a quarta maior do mundo – isolou-se do continente africano há cerca de 135 milhões de anos. Assim, a maior parte das plantas e animais encontrados na ilha evoluiu separadamente e, portanto, só existe lá. Na região da Alameda dos Baobás, no oeste, veremos três espécies dessas majestosas árvores que só existem em Madagascar.

Conheceremos diversas etnias malgaxes e, tenho certeza, ficaremos bem impressionados com a hospitalidade, o carinho e o sorriso de todos, seja no planalto ou na costa.

Os hotéis e os lodges que usaremos são muito confortáveis e a comida uma delícia: bem acima de nossas expectativas, com uma excelente mescla da cozinha francesa e malgaxe.


DAY BY DAY

DIA 1 - 09 OUT: PARTIDA DO BRASIL - Embarque em S. Paulo com destino à Johanesburgo.

DIA 2 - 10 OUT: CHEGADA EM MADAGASCAR - Chegada em Johasnesburgo (África do Sul) e conexão com voo SAA 8252 para Antananarivo, capital de Madagascar. Do aeroporto, traslado ao hotel. Jantar de boas-vindas.

DIA 3 - 11 OUT: ANTANANARIVO – PANGALANES - Depois do café da manhã e de uma visita rápida pela capital Antananarivo, partiremos por estrada asfaltada rumo à costa leste para conhecer o canal de Pangalanes. Almoço durante o percurso, jantar e noite no hotel.

DIA 4 - 12 OUT: CANAL DE PANGALANES - Vamos percorrer trilhas na floresta para encontrar diferentes espécies de lêmures. Faremos também uma visita noturna para avistar o aye-aye (Daubentonia madagascariensis) um dos primatas mais raros da ilha. Almoço, jantar e noite no hotel.

DIA 5 - 13 OUT: PANGALANES – ANDASIBE - Pela manhã, viagem à Andasibe por estada asfaltada. Depois do almoço, passeio à Ilha dos Lêmures para fotografar outras espécies de primatas. Jantar e noite no lodge. Caminhada noturna para observação de camaleões. Almoço, jantar e noite no lodge. Caminhada noturna para observação de espécies.

DIA 6 - 14 OUT: ANDASIBE - Depois do café da manhã, ida à Reserva Especial Analamazaotra, onde observaremos o Indri, o maior de todos os lêmures e ameaçado criticamente de extinção devido à perda de seu habitat. O Indri é conhecido por seu ruidoso canto matutino e que dura alguns minutos. Visita à Associação de Guias de Andasibe para melhor compreender os esforços locais de conservação promovidas pelos guias naturalistas. Depois do almoço, passeio à Fazenda dos Crocodilos. Jantar e noite no hotel.

DIA 7 - 15 OUT: ANDASIBE - TANA – MORONDAVA - Cedo pela manhã, ida ao aeroporto para o voo comercial para Morondava, na costa oeste do país. Se o voo chegar no horário e se o tempo permitir, visita rápida à Alameda dos Baobás na hora do pôr do sol (17h40). Jantar e noite no lodge em Morondava, na beira do Canal de Moçambique, no oceano Índico.

DIA 8 - 16 OUT: MORONDAVA - Pela manhã, visitaremos o vilarejo Betania, onde habitam os Vezo, um povo seminômade de pescadores. Ao meio-dia, pausa para almoço e para conhecer a praia local no Canal de Moçambique. À tarde, voltaremos com mais calma à Alameda dos Baobás, onde existem dezenas dessas árvores espalhadas em uma pequena área. A "Adansonia grandidieri" é a maior das seis espécies de baobás encontradas em Madagascar e atinge 30 metros de altura. Ameaçada de extinção, a espécie "grandidieri" é apenas encontrada nessa região do país. Pôr do sol na Alameda dos Baobás. Jantar e noite no hotel.

DIA 9 - 17 OUT: MORONDAVA – BEKOPAKA - Cedo pela manhã, sairemos de camioneta 4x4 em direção ao norte, passando novamente pela Alameda dos Baobás e pela floresta de Kirindy. A estrada de terra de 200 km atravessará dois rios e vilarejos típicos e passará por ecossistemas raros como o da floresta seca e espinhosa. Jantar e noite no hotel.

DIA 10 - 18 OUT: BEKOPAKA: PEQUENO TSINGY - Durante o dia visitaremos o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, considerado como Patrimônio Mundial pela Unesco. Essas formações rochosas cársicas e a força da erosão criaram uma verdadeira floresta de pedra com agulhas e picos de calcário. Pela manhã, passeio em canoa pelas gargantas do rio Manambolo. O “Pequeno Tsingy” será visitado à tarde. Jantar e noite no hotel.


DIA 11 - 19 OUT: BEKOPAKA: GRANDE TSINGY - O segundo dia está reservado para a visita ao Grande Tsingy de Bemaraha, onde as paisagens serão ainda mais espetaculares que as do dia anterior. Caminharemos por uma trilha que nos oferecerá cenários naturais fabulosos, passando por cavernas, labirintos e picos rochosos. Por se tratar de uma reserva protegida, existe a possibilidade de observar diversos animais, uma vez que sete espécies de lêmures moram na região. Jantar e noite no hotel.


DIA 12 - 20 OUT: BEKOPAKA – ANTANANARIVO - Pela manhã, partiremos do hotel para o aeroporto de Bekopaka para embarcar em voo fretado para o grupo que nos levará a Antananarivo. De lá, seguiremos diretamente ao hotel na capital para o jantar de despedida.
DIA 13 - 21 OUT: ANTANANARIVO – JOHANESBURGO - Depois do café da manhã, check out do hotel e visita ao centro de Antananarivo e ao mercado de artesanato do Dique. Traslado ao aeroporto internacional. 
DIA 14 - 22 OUT: JOHANESBURGO – BRASIL -Depois do café da manhã no hotel, traslado de van ao aeroporto de Johanesburgo para embarque para São Paulo.


 CONTATO E RESERVA: Sandra Covesi - covesisandra@gmail.com - Whatsapp 11 99552.5020


24 março 2017

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21 março 2017

SUÉCIA MONTANHAS ROCHOSAS

Hovs Hallar entre o céu e o inferno é a tradução mais pontual para a vista das rochas da Suécia!



O cenário rochoso na área de Hovs Hallar não é apenas um destino turístico popular - também inspirou famosos cineastas. Na verdade, Hovs Hallar foi o cenário para a cena de abertura de Ingmar Bergman do Sétimo Selo, onde o cavaleiro joga xadrez contra a morte. Como Bergman conseguiu filmar um nascer do sol sobre o mar na costa oeste será para sempre um mistério.



A costa em Hovs Hallar é alinhada com fantásticas praias rochosas e cavernas e os afloramentos irregulares, pedregulhos aquecidos pelo sol e rochas meteorológicas combinam para dar uma impressão estéril, selvagem que lembra as paisagens dramáticas no extremo norte da Noruega. Os prados costeiros que se estendem para o oeste de Hovs Hallar foram pastoreados por animais de rebanho por milhares de anos, desenvolvendo uma flora e fauna muito especial. A paisagem rodada feita de gnaisse vermelho-ish com o anfibolito embutido nele, foi criada quando o magma Forçou sua maneira acima através do bedrock. O vento e a água desde então moldaram as rochas, criando as formações dramáticas que têm hoje.

 Snorkeling, observação de pássaros ou boulder escalada

Halls Hov é um ótimo local para observação de aves do mar, especialmente nos pontos de vantagem para Laholm Bay, proporcionando uma vista sobre Laholmsbukten (Laholm Bay). Em dias de vento, os pássaros atlânticos, cisnes, skuas, petrel de tempestade, kittiwakes, fulmars e gansos podem ser observados aqui. A área onde Hallandsåsen encontra o mar é particularmente espetacular, com precipícios quebrados, formações cavernosas e uma praia de cascalho. Para aqueles que são fascinados pela vida selvagem subaquática você pode fazer snorkel ao longo do mar Kattegat, e para o amante de altura você pode  escalar as rochas nas bordas rochosas em Rödehall.


 Hovs Hallar é um dos tesouros da península de Bjäre e é uma das jóias verdadeiras de Skåne entre trekkers. Os caminhos na Trilha Skåneleden leva você através da paisagem de contos de fadas com penhascos e afloramentos rochosos, através de prados litorâneos pastoreados, praias de cascalho e passado incomuns piscinas. Você vai caminhar por bosques e através de prados costeiros em caminhos bastante estreitos, com arbustos varridos pelo vento e pedras em abundância. Se você dirigir para o norte você passará sobre áreas do mar antigo; Mar de Litorineou Mar Báltico.


Por causa do fundo do mar rochoso, costumava ser comum para navios encalhar ao longo da costa. Os aldeões locais,  tem por tradição para remover todos os parafusos dos destroços.
Novos navios também foram construídos aqui. Entre 1829 e 1848 foram construídos navios na costa ao sul de Sänkudde, onde ainda hoje se podem ver os dois grandes rochedos na água "Stora (Grande) e Lilla (Small) Ringasten".
Os prados costeiros costumavam ser a terra de pastagem comum para a aldeia. Novilhas, ovelhas e gansos foram pastoreados. Ainda hoje você pode ver rebanhos de cabras de montanha que escalam as rochas e pastam o verdure.


ROTEIRO E INFORMAÇÕES Sandra Covesi - email ou whatsapp 

REINO UNIDO E AS FABULAS DE REI ARTHUR

Todo bom brasileiro que imagina sua viagem para o Reino Unido, pensa logo na cidade de Londres! Sim, excelente cidade, muita história, muitos filmes e desenhos ilustram essa maravilhosa cidade, mas se colocarmos o olhar um pouco mais a fundo nessa Ilha chamada Reino Unido, temos desde as Brumas de Avalon, Senhor dos Anéis, e Rei Arthur, até mesmo os caminhos que Dr Bach percorreu para que pudêssemos usufruir dos mágicos florais de Bach,  assim como tantas outras maravilhas.
Hoje vamos ilustrar um pouco mais esses caminhos.

Através de um cocquetel de lendas e histórias de famílias Geoffrey de Monmouth (Clérico escritor de Histórias dos Reis da Grã Bretanha e nele insere Rei Arthur),  surge o conto mais sustentável e famoso do Reino Unido. 


 Tor Glastonbury pela Igreja de São Miguel
 do século XIV. Alguns reivindicam como a lendária Ilha de Avalon

As ruínas acidentadas de Castelo Tintagel olhar para o Atlântico

As ruínas do castelo datam do século XII - pode até ter sido construída como uma manobra para explorar o interesse na história de Arthur e atrair peregrinos aqui - mas é linda. A localização teria sido um importante posto comercial durante a Idade das Trevas, quando Arthur é dito ter governado, e relíquias desta época ainda são evidentes. Se a maré está baixa, você pode entrar na caverna de Merlin, esculpida na rocha sob o castelo, que é misteriosa o servindo como esconderijo para o feiticeiro famoso Merlin.

Mist envelopes Mural de Adriano no Crag de Cuddy. 
Alguns historiadores dizem que Arthur lutou sua última batalha nas proximidades.

O Castelo Adbury em Somerset foi ligado à lenda Arthurian desde épocas dos Tudor. As escavações da colina da Idade do Ferro mostram que ela foi realmente fortificada no tempo em que Arthur foi dito ter vivido.
Acredita-se que o local real poderia ter sido um forte romano pequeno mas estrategicamente importante nos subúrbios de Huddersfield, West Yorkshire.
Perto da ponta no nordeste de Inglaterra, o castelo de Alnwick de Northumberland é, de acordo com o relato de Thomas Malory do escritor do século XV, o castelo de Lancelot, o maior em mais alto grau cavaleiro da corte de Arthur - e o homem que o traiu com  Guinevere. Suas paredes imponentes abrigam várias salas de arte italiana maravilhosa.

 The Winchester Round Table dates from the 13th century

Uma outra teoria popular é que Camelot estava realmente em Carlisle, em Cumbria, com a mesa redonda de Arthur. Se você fizer a peregrinação aqui, atente para a visita ao Muro de Adriano, que foi onde a última batalha de Arthur, foi dito ter sido travada, embora os historiadores discordem sobre se estava perto do Forte Romano de Birdoswald ou Castlesteads, Carlisle. Lancelot e a Mesa Redonda.

reino Prática de alvos no anfiteatro de Caerleon. 
O verdadeiro Rei Arthur pode ter sido um romanizado 
Grã-Bretanha lutando contra invasores saxões

Nao deixe se enganar, colocando o reino Unido apenas em Londres, visite escócia, País de Gales, Inglaterra além de Londres.

ROTEIRO E INFORMAÇÕES Sandra Covesi - email ou whatsapp 



17 março 2017

PERU - uma nova experiencia!

Talvez depois dessa postagem voce diga, ualll preciso conhecer esse lugar!! Se você acha que só o fato de conhecer Machu Picchu é o máximo da aventura, se engana!
Peru nao é apenas Machu Picchu, existem varias oportunidades diferentes nessa terra Inca ou Queshua.

 O que acha de dormir no silencio dos Incas. no movimento do Rio Urubamba e com a perspectiva perfeita do Vale Sagrado???  Reservas e elaboração de roteiro via email covesisandra@gmail.com Whatsapp +55 11 99552.5020 



08 março 2017

FILMES FEMINISTAS

Como a Netflix é recordistas em boas indicações e boas séries e filmes, minha preferida, resolvi postar 06 filmes feministas que se encontram hoje no menu,

1. HISTÓRIAS CRUZADAS

Nos anos 60, no Mississippi, Skeeter é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

Direção: Tate Taylor
Música composta por: Thomas Newman

2. WHAT HAPPENED, MISS SIMONE

O documentário retrata uma das artistas mais incompreendidas de todos os tempos.

Direção: Liz Garbus
Produtora: Netflix
Elenco: Nina Simone

3. PINK
É hora de questionar a cultura do estupro na Índia.r

Data de lançamento: 23 de setembro de 2016 (Indonésia)
Direção: Aniruddha Roy Chowdhury
Produtora: Rashmi Sharma Telefilms

4. NISE: O CORAÇÃO DA LOUCURA



Nos anos 1950, uma psiquiatra contrária aos tratamentos convencionais de esquizofrenia da época é isolada pelos outros médicos. Ela então assume o setor de terapia ocupacional, onde inicia uma nova forma de lidar com os pacientes, pelo amor e a arte.

Direção: Roberto Berliner
Música composta por: Jaques Morelenbaum
Produção: Rodrigo Letier, Lorena Bondarovsky
Roteiro: Roberto Berliner, Chris Alcazar, Maurício Lissovski, Flavia Castro, Patrícia Andrade, Leonardo Rocha, Maria Camargo

5. PARADISE ROAD
História baseada em fatos reais sobre um grupo de mulheres de várias nacionalidades que são aprisionadas na Ilha de Sumatra pelos japoneses durante a II Guerra Mundial e usam a música como alívio para seus problemas.

Direção: Bruce Beresford
Música composta por: Ross Edwards

6. OLGA

O filme narra a verdadeira história da militante alemã Olga Benário, que se apaixonou pelo líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes.

Direção: Jayme Monjardim
Música composta por: Marcus Viana
Autor: Fernando Morais

Roteiro: Rita Buzzar


SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nada de incêndio na fábrica! Esta é a verdadeira história do 8 de março


O Dia da Mulher é uma data política, que vem da luta de mulheres operárias e não da morte passiva
publicado 07/03/2017 por LAIS MODELLI


Zetkin, a mulher que sugeriu a criação do Dia Internacional da Mulher.
Há séculos, alimenta-se a ideia de que o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, teria surgido por causa da morte de 130 operárias carbonizadas em um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911.

Intelectuais feministas, contudo, afirmam que essa versão trágica do surgimento da data, em que mulheres morreram de forma passiva enquanto trabalhavam, abafa a história de luta e mobilização das mulheres operárias do final do século 19, que se organizavam contra governos e patrões por melhores condições de trabalho.

A principal teórica no Brasil a trabalhar o tema do 8 de março é a socióloga Eva Blay, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenadora do USP Mulheres. Blay explica que a criação da data foi motivada “por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial”, e não somente pela morte de dezenas de mulheres exploradas pelo capital.

Segundo ela, desvincular o 8 de março, hoje considerado um dia festivo e capitalista – em que patrões e empresas insistem em “presentar” funcionárias com maquiagem, flores e serviços em salões de beleza – da luta de operárias por melhores condições de trabalho, é uma maneira de apagar a o protagonismo das mulheres em sua própria história social e política.

8 de março: uma data política

Segundo a socióloga Flávia Rios, professora da Universidade Federal do Goiás e coordenadora do Simpósio “Relaciones Raciales y de Género: Identidad, Interseccionalidad y Movimientos Sociales”, o incêndio em Nova York faz parte da história de luta das mulheres, mas como contexto, não como fator único de criação do 8 de março.


“No incêndio, morreram operárias num contexto em que feministas e trabalhadoras faziam forte mobilização pela igualdade na política e por melhores condições de trabalho”, explica Rios.

A própria versão do incêndio é confusa. A mais conhecida diz que, em 1911, cerca de 600 mulheres e homens trabalhavam na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company quando as chamas começaram. Naquela época, os trabalhadores eram trancados nas fábricas e os relógios eram cobertos, para não terem noção de quanto tempo haviam trabalhado. As péssimas condições, com vários retalhos de tecidos espalhados pelo chão do lugar,  ajudaram o fogo a se espalhar rapidamente, matando 125 mulheres, de 13 a 23 anos, e mais 21 homens, enquanto trabalhavam.

O episódio causou comoção nacional e, no dia do funeral, 100 mil pessoas compareceram ao local. O terreno em que funcionava a Triangle Shirtwaist Company hoje é a Universidade de Nova York.


Uma outra versão diz que o incêndio aconteceu no século 18 e o fogo teria sido proposital. O objetivo era o de matar trabalhadoras têxtis que pediam diminuição da carga horária, que naquela época era de até 14 horas diárias, de segunda-feira a sábado, chegando a incluir alguns domingos de manhã. Era comum também os filhos das operárias, ainda crianças, comporem os quadros de empregados das indústrias, pois o trabalho infantil não era proibido e creches não eram um direito das mães trabalhadoras.

“Em 8 de março de 1857, em Nova York, as operárias têxteis entraram em greve pedindo a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas por dia e recebendo menos que um terço do salário dos homens. Parte das grevistas foi trancada no galpão e a fábrica foi incendiada. 130 delas foram carbonizadas”, explica a cientista política Lucia Avelar, professora da Universidade de Brasília.

A versão mais aceita diz que, segundo Eva Blay, em 1910, a militante Clara Zetkin propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher, sem definir uma data precisa, no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagem.


Para Blay, nenhuma das versões de incêndio foram usadas por Zetkin como motivação, uma vez que, mesmo na versão mais conhecida do incêndio, teria acontecido um ano após a militante propor a data como uma data de luta.

A alemã Clara Zetkin era membro do Partido Comunista Alemão e militante operária das causas das trabalhadoras mulheres. Em 1891, criou a revista Igualdade, que circulou por 16 anos e era formada por mulheres e voltada às trabalhadoras, e em 1920 chegou a ser deputada na Alemanha, defendendo a participação das mulheres na política e no trabalho. Lutou contra o nazismo, mas, com a ascensão de Hitler em 1933, teve que exilar-se em diversos países, escolhendo morar, por fim, na URSS. Morreu naquele mesmo ano, em Moscou.


A proposta de um Dia Internacional da Mulher por Zetkin estabelecia que a data seria um dia de mobilizações de mulheres trabalhadoras em todo o mundo, que abordariam tanto a pauta da questão das mulheres no trabalho, como lutariam pelo sufrágio, o direito ao voto feminino.

Diversas manifestações de trabalhadoras na Europa se seguiram desde a proposta da criação do Dia Internacional da Mulher. Segundo Blay, a manifestação mais famosa aconteceu em 8 de março de 1917, quando operárias russas do setor de tecelagem entraram em greve e pediram apoio aos metalúrgicos.

Essa greve de mulheres teria sido reconhecida por Trotsky como o primeiro momento da Revolução de Outubro, que resultou na Revolução Russa de 1917.

Em 1975, a ONU oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher por meio de um decreto.

A exploração das mulheres e a formação do capitalismo

Segundo especialistas, a divisão sexual do trabalho, desde sempre, teve uma função social que ultrapassa os fatores econômicos e trabalhistas: garantir a dominação dos homens na sociedade.

Para a cientista política Flávia Biroli, professora da Universidade de Brasília, a importância de se associar o 8 de março às lutas de trabalhadoras contra seus patrões é a de reconhecer que o capitalismo industrial foi estruturado sobre a subordinação das mulheres.

“A desvalorização do trabalho das mulheres e o controle sobre elas tanto no âmbito familiar quando no público, isto é, na política e no trabalho, são elementos organizadores do capitalismo industrial e permanecem fundamentais para se explicar as conexões entre gênero, trabalho e desigualdades hoje”, afirma Birolli.

O trabalho e a mulher

A socióloga Rios explica que desde a sua origem, o movimento feminista foi organizado sobre três pontos sociais, sendo um deles relacionado à situação de exploração da mulher no mercado de trabalho.

“O movimento feminista sempre esteve fortemente envolvido com o tema da igualdade. Isto é, igualdade nos direitos políticos (direito ao voto), direitos civis (ao divórcio) e direitos sociais (igualdade no mercado de trabalho, como direito à equidade salarial)”, pontua Rios.

A socióloga afirma que, apesar de intelectuais, acadêmicas e até burguesas integrarem o início da mobilização de mulheres no mundo, a situação de desigualdade salarial entre operários homens e mulheres foi um dos principais motores para o movimento feminista no início do século 20.

Mais que isso, o tema da mulher e o trabalho é tão antigo que aparece um século antes das lutas que resultaram no 8 de março. “A divisão sexual do trabalho pode ser encontrada como problema nas precursoras no século 18, como Mary Wolstonecraft. Mas é entre intelectuais socialistas como Clara Zetkin e, mais tarde, Alexandra Kollontai, que essa crítica passou a abranger as relações de classe”, explica Biroli. Mary Wolstonecraft foi uma escritora inglesa nascida em 1759. Ela é considerada a fundadora do feminismo no mundo por causa da sua obra “Reivindicação dos direitos das mulheres”, publicada em 1792.

A cientista política Avelar ressalta, contudo, que as feministas operárias e trabalhadoras sofreram grandes injustiças por não serem consideradas intelectuais ou por não pertencerem a classes sociais privilegiadas.

“O sufrágio foi uma pauta unificadora desses movimentos, mas os temas relacionados às condições de trabalho e de proteção social, eram prioridade das mulheres trabalhadoras e sindicalizadas”.

Para Avelar, a mulher da periferia, assim como a trabalhadora das camadas mais pobres e marginalizadas, ainda são as mais silenciadas e as menos favorecidas.

“As divisões de classe social, de raça e etnia, separam as mulheres em suas condições objetivas de vida”, explica. “Existe a convicção de que os movimentos feministas e as organizações sindicais caminham juntos, o que é não é completamente verdade. Mas se não fosse a adesão de mulheres de classe média, secundaristas e universitárias às causas das mulheres de periferia, questões como creches, custo de vida, saúde reprodutiva, jamais ganhariam força e visibilidade.”